POLIMÁQUINAS: o desafio de Gino Paulucci Junior para tornar o dia a dia das pessoas mais fácil

09 DE JULHO DE 2014 - MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

A empresa, que começou com uma atitude visionária do fundador José Woelke há 39 anos, transformou o segmento brasileiro de máquinas de corte e solda para sacolas plásticas, e hoje é líder na América Latina

Existem objetos que fazem parte do nosso dia a dia e que são tão comuns que já não percebemos a existência deles, até que... Pronto, quando você mais precisa, ele não está lá. Itens que já são praticamente obrigatórios para nossa sobrevivência, especialmente, nesse estilo urbano que insistimos em viver (e que adoramos). Você já se imaginou sem a sacolinha plástica? Aquela, do supermercado, que depois de transportar as compras, sempre recebe outro tipo de função em casa.

O fundador da Polimáquinas, José Woelke, foi além do aspecto útil das sacolinhas. Viu nelas uma oportunidade e, em 1984, criou a primeira máquina totalmente brasileira para fabricação de sacolas plásticas do tipo “camiseta”, concorrendo diretamente com os equipamentos produzidos nos países que, à época, possuíam a tecnologia mais avançada do mundo.

José Woelke fundou a Polimáquinas em 1975. Nesse primeiro momento, a empresa tinha o objetivo de prestar serviços de reforma e assistência técnica em máquinas de corte e solda de embalagens plásticas flexíveis. Visionário, percebeu uma necessidade do mercado brasileiro, e iniciou a fabricação de acessórios e periféricos para equipar vários tipos de máquinas, nacionais e importadas. De lá para cá, a Polimáquinas se tornou líder, na América Latina, do segmento de máquinas de corte e solda para sacolas “camiseta” (aquelas dos caixas dos supermercados) e sacos blocados (aqueles transparentes, em que juntamos frutas e verduras para pesar).

Seu José já faleceu. Mas o sonho da Polimáquinas se manteve entre os colaboradores da empresa. “Ao longo destas décadas, identificamos o plástico como matéria prima em desenvolvimento e sendo usado em vários segmentos, o processo que ainda está em expansão. Optamos pelas embalagens flexíveis ao percebermos que no Brasil não existiam fabricantes de máquinas, apenas fabricantes de acessórios para máquinas estrangeiras, o que também foi nosso início. Desde então, aprimoramos e incorporamos todas as tecnologias que surgiram. Estamos, portanto, igualados em qualidade, produtividade e durabilidade às melhores máquinas produzidas no continente Europeu e nos Estados Unidos, o que favorece muito nossos clientes”, explica Gino Paulucci Junior, que está há 33 anos na empresa e há seis ocupa a posição de Diretor-presidente.

“Nossa vida não pode se confundir com a história da empresa; é a história da empresa que deve completar a nossa vida"

Gino lembra que a trajetória não foi fácil, uma vez que entende o mercado como uma constante batalha. Ele destaca o movimento para proibir a utilização de sacolas plásticas, com a justificativa de que não eram produtos sustentáveis. “Participei pessoalmente desta luta e não se tratava de uma preocupação com a sociedade, mas sim uma tentativa de se acabar com as embalagens plásticas flexíveis”, comenta.

Para acompanhar as mudanças e as novas necessidades do mundo, a Polimáquinas introduziu, em seu processo de negócios, o Sistema de Gestão de Qualidade e certificou-se com a norma ISO9001, que avalia e monitora a empresa de acordo com participação no mercado, redução dos custos e gerenciamento de riscos. “A inovação constante na empresa permite que tenhamos um ritmo sempre crescente no volume de máquinas vendidas nacional e internacionalmente. O que fazemos? Estamos sempre à frente, oferecendo aos clientes a possibilidade de marcarem tendências, com desenvolvimento de novos produtos que, muitas vezes, ainda nem foram lançados no mercado mundial”, explica Gino.

"A participação consistente da empresa em feiras internacionais está entre as razões de nosso sucesso. Se não tivéssemos marcado a presença, teríamos perdido alguns mercados conquistados a duras penas"

Gino enxerga um futuro positivo para o setor do plástico. “Apesar de serem grandes os desafios para produção de qualquer tipo de máquina no Brasil – devido ao custo Brasil, aos impostos, à logística etc. – vejo o setor com otimismo, pois o plástico ganha a cada dia novas utilizações, substituindo ou complementando outros materiais. Além disso, o avanço em pesquisas é muito grande em toda a sua cadeia produtiva. Temos sempre produtos melhores, mais resistentes, mais baratos e mais rápidos para serem produzidos”, relata.

Gino também entende que a evolução do setor e a implementação de técnicas inovadoras estão tornando o produto cada vez mais sustentável. “Algumas regiões da Europa tomaram medidas restritivas, ou até proibiram as sacolas plásticas em um passado próximo. Hoje, o que se observa é que os que haviam tomado essas medidas voltaram atrás, pelo simples fato de a sacola plástica ser mais barata, mais prática, mais higiênica, e que podem e devem ser reutilizadas diversas vezes nos afazeres domésticos”, comenta.

INTERNACIONALIZAÇÃO

A Polimáquinas iniciou as exportações em 1989. A Argentina foi o primeiro país alcançado, fruto da participação da empresa em feiras internacionais realizadas em São Paulo. “Nossos clientes em potencial nos visitaram, gostaram do que viram e compraram nossas primeiras máquinas. Assim, iniciamos nossas exportações e, desde então, não paramos mais”, explica Gino. Aliás, essa é a grande estratégia da empresa para se tornar reconhecida no mundo: participar de feiras do setor. “A participação consistente da empresa em feiras internacionais está entre as razões de nosso sucesso e de contratos firmados na América Latina, na Europa e na América do Norte, por exemplo. Se não tivéssemos marcado a presença, teríamos perdido alguns mercados conquistados a duras penas", diz.

O SEGREDO DO SUCESSO

Segundo o executivo, existem valores que são fundamentais para levar qualquer negócio adiante. “Ética e tolerância. Estar presente e ciente de todos os processos da empresa também é fundamental”. Apesar da longa história dentro da empresa, Gino entende que sucesso também é ter equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. “Nossa vida não pode se confundir com a história da empresa; é a história da empresa que deve completar a nossa vida”, ensina. Mas logo em seguida, entrega sua dedicação ao trabalho em uma frase: “Costumo dizer que um industrial pode morrer por qualquer motivo, menos de tédio”, brinca. E, do alto da sua experiência, finaliza: “Não acredito que possamos mudar o mundo. Mas acredito que podemos melhorar, e muito, o nosso entorno”.

Gino Paulucci Junior é Diretor-presidente da Polimáquinas, tem 33 anos de história na empresa. A frase que costuma repetir como lema é: “Andar sempre pra frente”.
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FONTES DE PESQUISA

DADOS ECONÔMICOS

Quer saber mais sobre Polimáquinas?

    • Ano de fundação:
      • 1975
    • Fundadores:
      • José Woelke
    • Presidente:
      • Gino Paulucci Junior
    • Número de fábricas:
      • 1
    • Quantidade de funcionários:
      • 190
    • Setor econômico em que atua:
      • Indústria de máquinas
    • Principais produtos:
      • Máquinas para fabricação de embalagens flexíveis
    • Website:

A internacionalização da Polimáquinas

    • Exporta desde quando:
      • 1989
    • Valor exportado em 2013:
      • R$ 3.239.263,63 (venda de máquinas apenas)
    • Presença global:
      • América do Norte, América Central, América do Sul, Europa e continente africano
    • Principais mercados internacionais:
      • América Central, México e América do Sul
    • Principais produtos exportados:
      • Máquinas industriais para fabricação de embalagens plásticas flexíveis

Apex-Brasil e Polimáquinas

    • Projetos da Apex-Brasil dos quais já participou:
      • Feiras setoriais organizadas pela ABIMAQ e Apex-Brasil, Projeto Copa das Confederações 2013